Ácido Hialurônico para Beleza da Pele

Ácido Hialurônico para Beleza da Pele

A pele é um dos órgãos mais importantes do nosso organismo e dentre suas funções, podemos destacar: defesa orgânica, controle do fluxo sanguíneo, proteção contra calor, frio, pressão, dor e tato. Diversos estudos científicos buscam a fórmula perfeita para evitar seu envelhecimento e manter a juventude. O ácido hialurônico (AH) está relacionado com a umidade da pele, por reter mais água, ele favorece uma maior flexibilidade e resiliência, deixando a pele com aspecto mais jovem

Conheça melhor essa molécula que está sendo amplamente utilizada pela indústria para a estética e saúde da pele.

O que é ácido hialurônico?

O ácido hialurônico é um biopolímero formado pelo ácido glucurônico e a N-acetilglicosamina. 

Possui uma textura viscosa, está presente na matriz extracelular da pele, representando 50% do AH total, líquido sinovial, humor vítreo (substância presente nos olhos), cordão umbilical e no tecido conjuntivo colágeno de numerosos organismos, sendo uma importante glicosaminoglicana na constituição da articulação. 

Como é produzido?

Ele pode ser produzido comercialmente pela fermentação de substratos vegetais, através da fermentação por bactérias do gênero Streptococcus ou estruturas de origem animal, como a crista de frango, rica em ácido hialurônico. 

Também pode ser produzido pelo organismo humano, mas na fase adulta, existe uma grande redução desta produção.

Funções principais:

Dentre elas, vale destacar a relação direta com a hidratação, lubrificação e estabilização dos meios citados acima. 

Utilizado no tratamento contra o envelhecimento facial, em preenchimento de partes moles para correção de depressões, rugas e sulcos.

Também tem função na regulação de processos biológicos, como no diagnóstico de câncer, cicatrização de feridas, regeneração de tecidos, ação anti-inflamatória e imunomodulação. 

Como sua concentração na pele diminui com a idade, reduzindo a hidratação local e tornando a derme menos volumosa com tendência a rugas, ressecamento e rachaduras. 

Uma pessoa com cerca de 75 anos tem apenas um quarto da quantidade de ácido hialurônico em sua pele, quando comparado com uma pessoa de 19 anos. Outro fator que reduz a concentração de AH é a exposição excessiva e repetida à radiação UV, gera o chamado envelhecimento prematuro da pele.  

Relação com a estética e saúde da pele

O ácido hialurônico é a molécula mais importante envolvida na umidade da pele.

Glicosaminoglicanos (GAG) não sulfurados, possuem capacidade específica para retenção de água, mostrando neste contexto, o papel fundamental do AH na manutenção da hidratação da pele, tecidos e órgãos.

Essa relação com a hidratação pode beneficiar para uma pele mais jovem, por reter mais água, apresentando maior flexibilidade e resistente. 

Dessa forma, o uso e procura pelo produto cresce a cada dia. Atualmente é comum encontrarmos o ácido hialurônico em diversas apresentações comerciais, como:

  • Géis, loções e cremes para uso tópico
  • Cápsulas com ácido hialurônico

Existem também as injeções intradérmicas de preenchimento, preenchimentos dérmicos, preenchimentos faciais, aplicados por profissionais habilitados. Utilizado em forma de gel, indicado para preencher rugas, sulcos e linhas de expressão do rosto, normalmente ao redor dos olhos, cantos da boca e testa e para amenizar marcas de acne conhecida como cicatrizes atróficas. 

Vale reforçar que o equilíbrio de AH no organismo depende de fatores intrínsecos e extrínsecos, como manter uma alimentação balanceada e o consumo de água adequado, podem contribuir para melhorar os resultados da suplementação. 

Existe uma quantidade recomendada para consumo?

Em diversos estudos, nota-se que a presença do colágeno, melhora o efeito e absorção do ácido hialurônico em menores doses. 

Sua suplementação via oral e de forma isolada, em diversos estudos mostram eficácia a partir de 50mg a 250mg ao dia

De qualquer forma, recomendamos a orientação de um profissional em consultório para avaliação e determinação da melhor quantidade para cada indivíduo. 

Referências:

https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S0103-84782008000900029&lng=en&nrm=iso&tlng=en

ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC5522662/

unilago.edu.br/revista/edicaoatual/Sumario/2016/downloads/33.pdf

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