Consumo de proteínas e caminhada para idosos

Consumo de proteínas e caminhada para idosos

Envelhecer de forma saudável e com qualidade de vida é algo essencial na chamada terceira idade. Manter o idoso caminhando e realizando outras atividades é essencial para mantê-lo ativo, o que exerce influência direta no envelhecimento saudável e feliz.

No entanto, é necessário avaliar as condições físicas e nutricionais para que o indivíduo seja capaz de desenvolver suas atividades adequadamente e sem prejuízos à saúde.

Nessa fase da vida, um problema recorrente é a sarcopenia, caracterizada pela diminuição da massa magra e, como consequência, diminuição da força muscular, enquanto há simultâneo aumento da gordura corporal.

Atenção à ingestão de proteínas para idosos

Considerando a tendência ao desenvolvimento da sarcopenia, assim como uma progressiva diminuição no consumo de fontes de proteínas por diversos motivos – entre eles, alterações na deglutição, palatabilidade, apetite e redução da percepção de sabores – a atenção à ingestão proteica do idoso deve ser redobrada.

Em muitos casos, atingir o consumo recomendado de proteínas é um desafio, que afeta também suas atividades, que são tão importantes para a saúde.

Para suprir as maiores necessidades proteicas do corpo no envelhecimento, é necessário que o consumo desse macronutriente seja superior à ingestão nas demais fases da vida, devendo ser avaliadas as necessidades individuais através da consulta com um profissional nutricionista qualificado para tanto.

A necessidade de ingestão varia de acordo com cada indivíduo por idade, sexo, peso corporal, atividade física e estilo de vida. Assim, se faz necessário o acompanhamento profissional.

Relação entre a ingestão proteica e a caminhada

Toda atividade física, para que seja realizada de forma adequada, deve ter o aporte necessário de nutrientes. No caso da caminhada na terceira idade, não é diferente.

O tecido muscular esquelético, dependente de proteína para sua formação e manutenção, deve estar saudável para a prática de exercício físico, sendo que a tendência de diminuição desse tecido no envelhecimento pode ser um grave dificultador e até limitante da prática, refletindo em consequências para a saúde como um todo.

Idosos que praticam exercícios físicos devem sentir-se bem e dispostos. O acompanhamento do médico e educador físico são fundamentais para avaliar se é possível realizar exercícios, além de indicar um treino de acordo com as características individuais.

Dicas para aumentar o consumo proteico

Como nessa faixa etária há perda de sensibilidade ao sabor, deve ser uma preocupação incrementar o tempero das preparações, podendo ser uma saída muito eficiente. No entanto, atentar-se ao sal é importante, já que também há grandes riscos do desenvolvimento ou agravo da hipertensão.

Veja como utilizar temperos naturais para cada tipo de carne neste artigo.

Também com a diminuição da palatabilidade e dificuldades com a deglutição, pensar na apresentação e textura dos pratos com proteína é importante. Deve ser levado em consideração a capacidade de mastigação de quem irá consumir a preparação. Aumentar o tempo de cocção de carnes, por exemplo, pode ser uma solução, assim como servi-las com menor corte, como carne moída, ao invés de peças maiores.

Conscientizar o idoso sobre a importância do consumo de proteínas é a parte mais relevante, quando possível. Ter a ciência da importância da alimentação adequada e dos benefícios que pode trazer é o maior dos incentivos.

Aderindo às mudanças positivas na alimentação, a disposição e bem-estar para atividade física será maior e, como consequência, haverá mais prazer no momento da caminhada e todas as atividades realizadas.

Procurar um profissional para acompanhamento de todo esse processo é essencial para que verificar qual a recomendação ideal, se está sendo alcançada, e até elaboração de estratégias para melhora da qualidade de vida.

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