DIETA DA USP EMAGRECE, MAS PODE FAZER MAL

dieta da USP

A dieta da USP ou regime da USP se tornou muito conhecida nos anos de 1990, mas ainda sim, é muito procurada até hoje por um simples motivo: o método promete emagrecer muito em pouco tempo, com um cardápio basicamente formado de proteínas, como carnes, ovos e café (sem açúcar). Apesar de receber esse nome, ela não possui nenhuma relação com a Universidade de São Paulo.

O que é dieta da USP?

dieta da USP original baseia-se na redução do consumo de alimentos ricos em carboidratos, como massas, arroz, pães, batata e milho, priorizando o consumo de alimentos fonte de proteínas, como as carnes, ovos, peixes e gorduras, como azeite e oleaginosas. Nesse regime, os alimentos não podem ser substituídos ou trocados.

Como fazer a dieta da USP?

A Dieta da USP tem duração inicial de sete dias. Após esse período, a sugestão é dar uma pausa de pelo menos um dia, comer o que tiver vontade e, se for o caso, retomar o cardápio por mais sete dias. As quantidades não são controladas. Água, café sem açúcar (pode usar adoçante) e chás estão liberados.

O regime da USP permite que sejam realizadas apenas 3 refeições por dia – café da manhã, almoço e jantar – combinando alimentos predominantemente ricos em proteínas, além de conter boas quantidades de café.


Dieta da USP emagrece mesmo?

A dieta da USP emagrece, mas não de maneira saudável e não adianta se iludir com os resultados, uma vez que são passageiros, pois é uma dieta extremamente restritiva e difícil de ser seguida por muito tempo, o que faz com que o peso seja recuperado ou, ainda pior, pode acontecer um ganho de peso maior que o inicial.

Além disso, o excesso de proteínas na dieta pode prejudicar o funcionamento hepático e renal, e a restrição de carboidrato pode gerar fadiga, dores de cabeça, mau humor e desmaios. Outro ponto importante a ser ressaltado é que o consumo de embutidos, como presunto, pode levar ao desenvolvimento de câncer devido ao alto teor de aditivos químicos, como corantes e conservantes artificiais.

Dieta da USP cardápio: alimentos permitidos

Muita gente quer saber o que compõe o cardápio da dieta da USP.  Os alimentos abaixo são permitidos, desde que consumidos no dia e nas refeições indicadas na dieta:

  • Biscoito água e sal
  • Café sem açúcar
  • Ervas frescas e desidratadas
  • Frutas
  • Folhas, como alface e salsão
  • Vegetais, como tomate, pepino, vagem e cenoura
  • Leite e derivados, como queijo fresco e iogurte
  • Ovos
  • Carnes em geral, como frango, peixe ou carne de vaca

Dieta da USP: alimentos proibidos

Durante a dieta, não é permitido carboidratos refinados e provenientes de raízes, como batata. No jantar do último dia da dieta, a refeição é livre, sendo liberado consumir o que quiser, na quantidade que desejar. Ainda assim, não é permitido consumir doces nem bebidas alcoólicas em nenhum momento da dieta.

A dieta da USP se assemelha à dieta dukan, por restringir o consumo de carboidratos e priorizar a ingestão das proteínas.


Dieta da USP faz mal?

Apesar de ajudar a emagrecer rapidamente, a dieta da USP faz mal e pode prejudicar a saúde, pois o carboidrato é a fonte mais importante de energia para o cérebro. Sem o carboidrato, o corpo passa a utilizar as proteínas e as gorduras como fontes de energia, que apesar de ser interessante em um primeiro momento para a perda de peso, pode ser prejudicial à saúde em longo prazo.

A quebra de gordura gera corpos cetônicos, substâncias que deixam o sangue ácido, ou seja, com o pH mais baixo do que o normal. Em situações normais, os corpos cetônicos não oferecem riscos para a saúde, porém, sua produção exagerada pode acarretar em danos ao organismo.

A falta de carboidrato compromete a produção de energia, causando dores de cabeça, constipação, cansaço, fraqueza, alterações no sono e no humor. As restrições alimentares impostas pela dieta da USP, e outras dietas restritivas, podem provocar carências nutricionais, uma vez que muitos alimentos deixam de ser consumidos.

Para garantir uma perda de peso efetiva e duradoura, é indicado consultar um nutricionista e fazer pequenas alterações na alimentação, como priorizar o consumo de alimentos integrais, de frutas e vegetais e reduzir a ingestão de alimentos industrializados, além de priorizar os carboidratos de baixo índice glicêmico.

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