Dieta para crianças. Pode?

Dieta para crianças

Antigamente criança gordinha era sinônimo de saúde. Hoje em dia sabe-se que o excesso de peso não é saudável, em nenhuma faixa etária. As consequências da obesidade são várias e deletérias: aumenta os riscos de diabetes do tipo 2, hipertensão, colesterol alto e doenças cardiovasculares, mesmo em faixas etárias mais jovens.

Propiciar à criança um estilo de vida saudável, com alimentação infantil balanceada, prática regular de atividade física, boa ingestão de água e horas adequadas de sono ajudam a garantir um crescimento também saudável.

Cuidar da alimentação das crianças é o primeiro passo para prevenir a obesidade. Mas… e se a criança já estiver obesa? Pode fazer dieta para perder peso? Existe uma “dieta infantil”?

Como deve ser a dieta infantil?

Quando o assunto é obesidade em crianças, é comum a família buscar a perda de peso a qualquer custo e acabar cometendo alguns erros, como dar a elas alimentos diet (destinados apenas a pessoas com diabetes), proibir drasticamente o consumo de vários alimentos de que a criança gosta, deixá-la muitas horas sem comer, pular refeições etc. Essas medidas não trarão resultado a longo prazo, já que apenas uma reeducação alimentar, atrelada à prática de atividade física, trará benefícios duradouros.

Segundo especialistas, toda orientação alimentar deve ser feita com o apoio de um profissional devidamente capacitado (médico ou nutricionista), que vai saber fazer as adequações necessárias na alimentação da criança sem comprometer nutrientes necessários para o seu desenvolvimento. Não são indicadas dietas muito restritivas, que podem levar a deficiências nutricionais.

Para dar início à reeducação alimentar, algumas medidas simples podem ser implementadas:

  • A família é a principal parceira da criança na luta pela perda de peso. Todos devem comer os mesmos alimentos que ela, ou seja, não dá para servir refrigerante para uns e água para ela. Aproveitem o momento para que todos comam de forma saudável.
  • A escolha por alimentos saudáveis começa no supermercado. Priorize a compra de frutas, verduras, legumes, grãos e massas integrais, carnes e laticínios magros. Todos sairão ganhando.
  • Não deixe que a criança pule refeições. O mais adequado é que ela tome café da manhã, faça um pequeno lanche no meio da manhã, almoce, faça o lanche da tarde e jante. Ao pular uma das refeições, a criança chega com muita fome na próxima e acaba consumindo alimentos mais calóricos.
  • Garanta que toda refeição tenha bom aporte de fibras. Elas auxiliam na sensação de saciedade, mas seu consumo deve vir acompanhado de um aumento na quantidade de líquido ingerido ao longo do dia.
  • Atente-se à forma de preparo dos alimentos. Quase tudo que é frito pode ser grelhado. As frituras de imersão devem ocorrer esporadicamente, já que são muito calóricas e fonte de gorduras saturadas indesejáveis. Para o preparo de arroz, feijão e outros refogados, utilize pouco óleo e evite temperos calóricos como bacon, linguiça etc.
  • Evite os embutidos como presunto, salame, mortadela e até mesmo o peito de peru. Além de gordura, eles têm muito sódio e levam à retenção de água no organismo, provocando inchaços e aumento no risco de hipertensão.
  • Oriente a criança a mastigar bem os alimentos. Para isso, a refeição deve ser feita em local calmo, sem distrações como televisão e tablets, e sem horários apertados. Como o cérebro demora um certo tempo para mandar ao corpo sinais de saciedade, a criança saberá melhor a hora de parar.
  • Inicie as refeições principais sempre com uma salada. Isso aumentará a saciedade e a ingestão calórica será menor.
  • Não há necessidade de proibir os doces, mas eles devem ser deixados para ocasiões especiais e não como opção de sobremesa diária.
  • Já os refrigerantes… melhor exclui-los de vez da alimentação. Caso a criança esteja muito habituada, vá diminuindo aos poucos a quantidade, até zerá-la.
  • No caso das verduras e legumes, muitas vezes não tão “queridinhos” das crianças, aposte na criatividade e na variedade. Apresente-os de várias formas, em várias texturas e capriche no tempero.
  • Não tire os carboidratos (massa, pão, arroz, batata, mandioca etc.) da dieta, eles são a nossa melhor fonte de energia. Se possível prefira as versões integrais (no caso dos pães, massas e biscoitos) e evite oferecer mais de uma porção em cada refeição. Por exemplo, se tiver purê de batatas, não há necessidade de comer arroz. Se houver arroz, não oferecer também macarrão etc.

Além da alimentação balanceada, é importante que a criança pratique exercícios físicos regulares, também com o auxílio de profissionais habilitados. Caso tenha dúvida se seu filho/sua filha está acima do peso, consulte uma nutricionista ou um pediatra.

Deixe um comentário

Seu e-mail não será publicado.