Disfagia: O que é e quais suas causas?

Disfagia: O que é e quais suas causas?

A Disfagia é considerada um sintoma comum de diversas doenças, principalmente em pacientes com doenças neurológicas e em casos de tumores/traumas de cabeça e garganta.

Como consequência, elas podem resultar em desnutrição e desidratação. Mas você sabe o que é a Disfagia? Quais são os principais fatores de risco? Leia este texto até o final para entender melhor! 

O que é a disfagia?

A Disfagia se caracteriza pela dificuldade de deglutição, ou seja, dificuldade para engolir. Ela pode acometer qualquer parte do trato digestório, desde a boca até o estômago.

O termo disfagia diferencia-se da odinofagia, uma vez que se refere a deglutição dolorosa.

Quais são os tipos de disfagias?

Existem dois tipos de disfagia, que se diferenciam pela localização e mecanismos fisiopatológicos. São eles: 

  • Disfagia orofaríngea, também conhecida de disfagia alta, está ligada ao sufocamento, tosse ao tentar engolir, ou sensação de alimentos/líquidos descendo pela traqueia e subindo pelo nariz.
  • Disfagia esofágica, também conhecida como disfagia de transporte, está relacionada a uma sensação de alimento ou líquido preso na garganta ou no peito depois que inicia a deglutição.

Principais causas

As disfagias orofaríngeas são causadas por modificações que atingem a cavidade bucal e a faringe, região da garganta. Este tipo de disfagia é mais comum em idosos e as causas principais são neuromusculares, das quais predominam: sequelas de AVC, Parkinson, Alzheimer, Câncer, entre outras.

Já na disfagia esofágica, as causas podem ser de origem orgânica, quando existe algum distúrbio obstrutivo ou de natureza funcional. As causas funcionais podem ser primárias: espasmo esofagiano, esôfago em britadeira, acalasia ou secundárias (mais comuns), como: Doença de Chagas, Doença do Refluxo Gastroesofágico, esclerose sistêmica, entre outros.

Sinais e sintomas mais comuns das disfagias:

  • Dor ao engolir 
  • Sensação de comida presa na garganta ou no peito
  • Regurgitação
  • Incapacidade de engolir
  • Azia frequente
  • Tosses e engasgos ao engolir
  • Rouquidão

Como diagnosticar a disfagia?

Na maior parte dos casos, o diagnóstico é feito pelo médico a partir de um bom histórico clínico do paciente. O exame físico geral deve dar ênfase para o emagrecimento, palidez, dor abdominal, alterações neurológicas (Parkinson, AVC), aumento da tireoide, entre outros.

Os exames complementares são feitos normalmente de forma a redirecionar para a causa suspeita identificada pela anamnese e exame físico. 

Os exames utilizados são: 

  • Endoscopia digestiva alta e biópsia
  • Raio X contrastado com bário 
  • Manometria

Complicações

A dificuldade na deglutição pode levar a diversas complicações se não for acompanhada por profissionais de saúde. 

Entre elas está: a desnutrição, perda de peso, desidratação, pneumonia por aspiração e até mesmo a asfixia, caso a comida bloqueie as vias aéreas.

Fatores de risco

Os principais fatores de risco para disfagia são, o envelhecimento e algumas condições de saúde, já que, devido ao envelhecimento natural e ao desgaste natural do esôfago os idosos apresentam grandes chances de desenvolver dificuldades para engolir.

Além disso, pessoas com doenças neurológicas ou do sistema nervoso, são mais propensas a ter dificuldade em engolir.

Como prevenir as disfagias?

Embora seja difícil evitar as dificuldades de deglutição, existem dicas para ajudar a reduzir seu aparecimento. São elas:

  • Alimente-se devagar, mastigando bem os alimentos
  • Opte por alimentos mais macios
  • Evite se deitar logo após as refeições
  • Sente ereto ao comer
  • Procure a ajuda de profissionais, especialmente o fonoaudiólogo

Tratamento para disfagia

O tratamento pode utilizar medidas fonoterápicas, clínicas e até cirúrgicas. 

Dentro do tratamento também é necessário que ocorra mudanças dietéticas, terapias que facilitem a deglutição, medicamentos, e em alguns casos, a aplicação de toxinas botulínicas para diminuir a quantidade de saliva.

Converse com seu médico para um diagnóstico preciso e indicação de tratamento adequado às suas características individuais.

Referências Bibliográficas

https://www.hospitalsiriolibanes.org.br/hospital/especialidades/centro-otorrinolaringologia/Paginas/disfagia.aspx

https://pebmed.com.br/disfagia-tudo-que-voce-precisa-saber/

http://www.sbmdn.org.br/disfagia/

https://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/dysphagia/symptoms-causes/syc-20372028

https://sbgg.org.br/campanha-chama-atencao-da-populacao-sobre-disfagia/

https://revistas.pucsp.br/index.php/dic/article/view/31796

https://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/97953/000919776.pdf?seque

https://sbgg.org.br///srv/htdocs/wp-content/uploads/2014/10/Consenso_Brasileiro_de_Nutricao1.pdf

https://ares.unasus.gov.br/acervo/bitstream/handle/ARES/7758/livro.pdf?sequence=1&isAllowed=y

Deixe um comentário

Seu e-mail não será publicado.