Glutamina para idosos

Glutamina para idosos

Muito tem se falado sobre esse aminoácido não essencial ou condicionalmente essencial, principalmente sua recomendação para aumento da imunidade e funcionamento do intestino. Abaixo vamos falar sobre os benefícios da glutamina para idosos.

O que é a glutamina?

A glutamina (ou L-glutamina, Lglutamina) vem sendo considerada um aminoácido condicionalmente essencial, ou seja, nosso corpo produz, mas em situações de estresse ou doença, a nossa produção será insuficiente. Com isso, a suplementação de glutamina pode ser necessária, principalmente em idosos.

Benefícios da Glutamina para idosos

Sistema imunológico: Estresse oxidativo e envelhecimento

O envelhecimento é caracterizado pelo maior estresse oxidativo, devido ao aumento da produção de radicais livres. Com esse estresse, a oxidação de proteínas, carboidratos e lipídios é maior, aumentando ainda mais a produção dos radicais livres, como um ciclo.

Além disso, estudos mostram que os idosos apresentam redução nos sistemas celulares de defesa antioxidante, como a diminuição da glutationa peroxidase.

A glutationa é uma enzima antioxidante, especial para remover e nos proteger contra os radicais livres.

Ação da glutamina:

A glutamina é essencial para o bom funcionamento do sistema imunológico, principalmente para os idosos, que possuem uma diminuição da atividade imunitária, e assim, costumam ser considerados grupos de riscos para muitas doenças.

A principal função da glutamina no nosso sistema imune é servir como substrato energético para linfócitos e macrófagos, nossas principais células de defesa. Desse modo, pode ajudar a atividade imunitária dos idosos. E também estimula a síntese de glutationa, uma importante defesa contra os radicais livres, que pode ajudar a diminuir o estresse oxidativo dos idosos.

Alteração na flora intestinal de idosos

Com o envelhecimento, diversas mudanças fisiológicas ocorrem no trato gastrointestinal, e isso pode contribuir para a maior susceptibilidade a infecções.

Outra mudança no idoso, é a chamada hipocloridria, ou seja, a diminuição da concentração de ácido clorídrico no suco gástrico. Desse modo a digestão e absorção do idoso podem ser prejudicadas, levando a uma possível carência nutricional.

Ação da glutamina:

A glutamina beneficia a flora e função intestinal uma vez que serve como fonte de energia para as células intestinais (enterócitos).

Além disso, ela regula a permeabilidade intestinal, protegendo o organismo contra a passagem de microrganismos e toxinas, e ainda pode ajudar na melhor absorção de nutrientes, já que aumenta a superfície de contato das nossas vilosidades intestinais.

Muito se fala sobre a suplementação de glutamina junto com probióticos de boa qualidade, para regular a função do intestino e restaurar a flora intestinal, principalmente em casos de úlceras, constipação e diarreia.

Cicatrização

Alguns estudos demonstram que a glutamina tem efeito sobre as células de rápida multiplicação e fibroblastos, responsáveis pela produção de colágeno e elastina. Assim, a cicatrização e recuperação de lesões, feridas, queimaduras e cirurgia podem ser favorecidas.

Massa muscular

Por ser um aminoácido, a glutamina atua como construtora e conservadora muscular, ou seja, é anti-catabólica.

Esse aminoácido pode ajudar muito os idosos, pois nesse período é muito comum a sarcopenia e a dinapenia.

A sarcopenia é a perda de massa muscular, já a dinapenia é caracterizada pela perda de força relacionada ao envelhecimento, e a glutamina pode ajudar em ambas.

Como tomar a glutamina

Normalmente, a recomendação é de 5 gramas diárias para indivíduos saudáveis ou sem nenhuma patologia, mas esse valor varia muito de acordo com atividade física, peso e idade! Sendo assim, se faz necessária a orientação de um nutricionista e/ou médico.

Quanto ao horário, não há recomendação específica, normalmente são indicados logo ao acordar ou antes de dormir.

A maioria dos suplementos vem em pó, e a pessoa deve misturar uma dose com água, sucos ou chás.

Há contraindicações?

Contraindicada para pacientes que possuem restrição proteica, seja por patologias renais ou hepáticas.

E efeitos colaterais?

A maioria dos estudos mostra que a glutamina não tem efeitos adversos, afinal, ela compõe boa parte do nosso corpo e representa cerca de 20% do total de aminoácidos livres no plasma.

No entanto, o uso de altas doses de glutamina pode gerar alguns efeitos colaterais, tais como flatulências, prisão de ventre (constipação) e redução da produção natural de glutamina. Siga sempre as doses recomendadas pelos profissionais.

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