Mal de Alzheimer – entenda a doença

Alzheimer

O que é Alzheimer?

O Mal de Alzheimer é uma doença degenerativa do córtex cerebral, que compromete funções cognitivas (memória, linguagem, atenção, orientação) prejudicando as atividades pessoais e a vida cotidiana do indivíduo. É de causa ainda desconhecida e quando diagnosticada no início é possível retardar o seu avanço. A prevalência do Mal de Alzheimer está vinculada principalmente com a idade, considerada como principal fator de risco: a maior incidência está entre os 65 e os 70 anos, faixa etária na qual há 0,5% de diagnóstico confirmado, dobrando esse número após os 70 anos, sendo a terceira idade a mais acometida. Há maior incidência no gênero feminino, em portadores de Síndrome de Down, em pessoas com história de depressão, tabagismo, e derrame cerebral, além de indivíduos que tiveram exposição ao alumínio, ao zinco e a outras toxinas.

Dados epidemiológicos da Doença de Alzheimer

Dados epidemiológicos da Doença de Alzheimer (DA) demonstram que houve um aumento significativo dessa enfermidade na população mundial, decorrente do aumento da expectativa de vida. Segundo a Alzheimer’s Disease International em relatório recente (2015), a prevalência da demência, como é caracterizada a DA, em indivíduos com mais de 60 anos teve um aumento de 4,6% na Europa Central, 8,7% no norte da África e do Oriente Médio, e em outras regiões houve uma variação de 5,6 a 7,6%. Há uma estimativa de que a cada dez famílias americanas, uma possui um parente com DA e que a sua prevalência possa alcançar na metade do século XXI 14 milhões de indivíduos portadores de DA. No Brasil a prevalência é de 8% entre indivíduos com 65 anos ou mais.

Alzheimer: causas

As causas da Doença de Alzheimer (DA) não estão totalmente estabelecidas, no entanto os estudos revelam possíveis relações com fatores genéticos, deficiências nutricionais, intoxicação por metais pesados ou alterações hormonais. A alimentação tem um papel importante, tanto no tratamento quanto na prevenção do Mal de Alzheimer. Os aspectos nutricionais no processo de envelhecimento e na demência vêm sendo estudados na sua forma preventiva e também no retardo do processo degenerativo causado pela doença.

Fatores de risco para desenvolver a doença

Idade: A idade é considerada o maior fator de risco para DA, após os 65 anos o risco de desenvolvimento da doença é maior.

Gênero: o gênero feminino tem maior pré-disposição para desenvolvimento da doença, talvez pelo fato de as mulheres viverem mais tempo que os homens.

Genética: comparadas com outros indivíduos, pessoas com familiares que têm DA apresentam maior risco de desenvolver a doença. A influência genética não significa que a doença seja hereditária.

Alimentação: é considerada um fator de risco, uma vez que os nutrientes interferem na integridade do sistema nervoso e a carência de vitaminas pode repercutir na atrofia cortical, justificando a adequada intervenção nutricional como prevenção e parte importante do cuidado para esses indivíduos.

Mal de Alzheimer: sintomas

Alzheimer: sintomas iniciais e evolução

Os primeiros sintomas de Alzheimer iniciam-se com um estágio pré-clínico com lapsos de memória, evoluindo para o estágio moderado com acentuação da perda de memória, dificuldade de executar tarefas cotidianas e consequentemente a demência e perda total da capacidade de executar tarefas, além de acentuadas dificuldades motoras. Com o acometimento das funções começam a surgir problemas nutricionais. A primeira alteração nutricional refere-se à alteração do estado nutricional como a perda de peso importante nessa fixa etária. As hipóteses para a perda de peso podem ser justificadas pelas consequências do envelhecimento natural, assim como podem ser decorrentes da demência, devido ao elevado gasto energético, à depleção muscular, à perda da autonomia, à pré-disposição a distúrbios gastrointestinais e quedas. A desordem cognitiva e de comportamento podem também levar ao comprometimento nutricional, como disfagia, distração e lentidão do idoso durante a refeição, comprometimento dos hábitos alimentares, dados esses que levam ao desequilíbrio nutricional ocasionando a perda de peso e o déficit nutricional. As deficiências nutricionais são um agravante para complicações degenerativas e funcionais do indivíduo, tornando assim imprescindível a atuação do profissional para avaliar as necessidades nutricionais do portador de DA para recuperar o seu estado nutricional e promover a sua saúde.

Diagnostico de Alzheimer

Não existe um exame simples que indique que a pessoa é portadora da doença de Alzheimer, o diagnóstico ocorre por meio de avaliação clínica e exames médicos. É comum que os sintomas do mal de Alzheimer sejam confundidos com o processo de envelhecimento habitual do idoso, e isso faz com que a doença seja muitas vezes diagnosticada tardiamente.

Mal de Alzheimer tem cura?

Apesar do avanço da medicina, a demência não possui cura até o momento. O objetivo do tratamento do Alzheimer é minimizar os sintomas e fazer com que a doença tenha uma progressão mais lenta.

Alzheimer: tratamento adequado

Os tratamentos existentes podem ser farmacológicos (medicamentoso) ou não-farmacológicos.

Farmacológicos: tratamento com medicamentos que atuam na preservação da cognição do paciente, com o objetivo de controlar os sintomas da doença como a depressão, a alteração no comportamento e as psicoses.

Não-farmacológicos: relacionados à manutenção das funções cognitivas, como estímulo à memória, linguagem, atenção. Pessoas que são ativas socialmente, fisicamente mantêm a sua funcionalidade e as habilidades preservadas.

Alimentação e Alzheimer

Alimentar-se de forma saudável e equilibrada é muito importante para a manutenção da saúde e para o bom funcionamento cerebral.

Estudos revelaram que dietas ricas em antioxidantes (vitamina E e vitamina C) e dieta mediterrânea com maior consumo de frutas, vegetais e peixes, têm um grande potencial em prevenir o desenvolvimento da demência. Importante sempre ressaltar que uma alimentação saudável oferece resultados positivos à saúde como um todo.

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