O que é a dieta do carboidrato?

Dieta do carboidrato

Embora seja conhecida como “dieta dos carboidratos” ou “dieta do carboidrato”, na verdade esta dieta exclui do cardápio alimentos ricos em carboidratos, na busca pela perda de peso rápida.

Os carboidratos são a principal fonte de energia para o corpo humano. De seu metabolismo gera-se a glicose, substância fundamental para o funcionamento do organismo (principalmente para o funcionamento cerebral).

Com a retirada do carboidrato da dieta, o corpo é obrigado a utilizar os estoques de energia presentes no músculo e no tecido adiposo (tecido de gordura) como fonte de energia, levando à perda de peso.

Entretanto, esse mecanismo alternativo não é benéfico à saúde a longo prazo, já que gera uma série de complicações metabólicas que, se por um lado podem promover a perda de peso, por outro podem levar a graves problemas de saúde.



Dieta do carboidrato: o que comer

Nesta dieta, os carboidratos devem ser substituídos por proteínas e gorduras, por isso ela também é conhecida como “dieta da proteína”. A famosa “dieta do dr. Atkins” também é baseada na retirada dos carboidratos da dieta.

Há muitas variações da dieta do carboidrato e do que pode ser ou não consumido, desde orientações mais radicais, com total exclusão do carboidrato do cardápio, até algumas mais flexíveis, em que é permitido o consumo de suas versões integrais, como pão integral, arroz integral e cereais integrais.

No geral, são excluídos do cardápio os doces, tubérculos, como batata, mandioquinha, mandioca, arroz, farinhas, pães e massas em geral. É indicado o consumo de legumes, verduras, carnes, laticínios, castanhas, óleos, ovos e algumas poucas frutas.

Dieta sem carboidrato faz mal

Embora leve ao emagrecimento rápido, a dieta do carboidrato faz mal e pode oferecer riscos à saúde, principalmente se for seguida por longos períodos de tempo. Os principais problemas em adotá-la são:

  • Sintomas decorrentes da falta de energia (fadiga, cansaço, dificuldade de concentração, vertigens, desmaios)
  • Pode tornar a alimentação pobre em fibras, o que favorece quadros de constipação
  • O elevado consumo de proteínas pode sobrecarregar o fígado e os rins (órgãos que as metabolizam), levando a graves problemas renais a longo prazo
  • O grande consumo de alimentos de origem animal, principalmente carnes, ovos e leites pode levar ao aumento do colesterol e dos triglicérides, que favorecem o surgimento de doenças cardiovasculares

É importante ressaltar que a restrição de qualquer nutriente na alimentação não é recomendada, a não ser que seja feita por recomendação de médico ou nutricionista por questões de saúde, como por exemplo, em casos de doença celíaca ou intolerância à lactose.

Para perder peso de forma saudável, o ideal é garantir uma alimentação equilibrada e a prática regular de atividade física. A orientação de um nutricionista para a elaboração de um plano alimentar individual e adequado às necessidades de cada um é indispensável.



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