Obesidade infantil

Obesidade infantil

Nos últimos anos, o padrão alimentar dos brasileiros passou por mudanças significativas, principalmente pela substituição de alimentos in natura, como as frutas, legumes, verduras, cereais e leguminosas, por alimentos industrializados prontos para o consumo. Com isso, há uma maior ingestão de calorias, principalmente calorias vazias que não fornecem nenhum tipo de nutriente. E o resultado se vê na balança, com adultos e crianças com sobrepeso e obesidade.

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), uma em cada três crianças, entre 5 a 9 anos, está acima do peso recomendado pela Organização Mundial da Saúde. A obesidade é um problema grave para a saúde pública e deve ser tratada ainda na infância, já que 80% dos adolescentes obesos permanecem com esse peso na vida adulta.



Causas da obesidade infantil

São diversas as causas da obesidade, sendo as principais: má alimentação, fatores genéticos, sedentarismo e distúrbios hormonais.

Consequências da obesidade

Crianças obesas podem se tornam adolescentes com excesso de peso, que pode se arrastar para a vida adulta, já que cerca de 80% dos jovens obesos se tornam adultos obesos. A obesidade na infância é um problema de saúde pública e acarreta outras diversas complicações, como baixa autoestima, diabetes, doenças cardiovasculares, hipertensão, depressão, colesterol alto, dores articulares, distúrbios do sono, esteatose hepática e alguns tipos de câncer, como o de mama, de reto e de próstata.

Obesidade infantil: tratamento  

A prevenção é a melhor forma de evitar a obesidade infantil, entretanto, quando a criança já está com excesso de peso, o tratamento deve ser feito com uma mudança no estilo de vida, com a reeducação alimentar aliada à prática de exercícios físicos.

  • Aumentar a ingestão de frutas, legumes e verduras.
  • Priorizar o consumo de cereais integrais, evitando os refinados.
  • Não fazer as refeições em frente à TV.
  • Evitar o consumo de embutidos.
  • Respeitar o horário das refeições, evitando lanches com calorias vazias nos intervalos das principais refeições.
  • Reduzir a ingestão de alimentos ricos em gordura e açúcar.
  • Diminuir o consumo de refrigerantes e outras bebidas açucaradas.
  • Aumentar o gasto energético com a pratica de atividade física.
  • Reduzir o tempo em que a criança passa assistindo TV, jogando videogame ou no computador.
  • Adequar o tamanho da porção dos alimentos.

Vale ressaltar que este não é um processo fácil para a criança, principalmente quando ela está acostumada aos maus hábitos. Além disso, a criança é influenciada pelo comportamento e padrão alimentar dos pais ou responsáveis, portanto, a participação e incentivo deles é essencial para que se obtenham os resultados desejados contra a obesidade infantil.



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