Ronco x Alimentação: Entenda qual a relação

Ronco x Alimentação: Entenda qual a relação

Muitas vezes considerado como algo normal, o ronco não está isento de ser um quadro patológico, o que compromete negativamente não só a qualidade de uma noite de sono, mas a saúde de quem é afetado.

Por mais que mulheres não sejam imunes ao ronco e passem por isso, ele ocorre principalmente em homens com mais de 60 anos, sendo que ao todo, ele afeta cerca de 20% da população adulta.

Apesar de responsável tanto pelo desconforto em quem sofre com o quadro, quanto em seus parceiros (as) e moradores da mesma residência, ele pode, muitas vezes ser negligenciado por ser uma situação tão comum no cotidiano.

Conheça mais sobre seus malefícios, fatores de risco e tratamento.

O que é Ronco?

Conhecido por ser o ruído que uma pessoa faz enquanto dorme, ele é consequência de um relaxamento excessivo nos músculos da garganta, o que afeta as vias respiratórias superiores fazendo com que elas se fechem de modo parcial.

Isso faz com que o ar tenha dificuldade para passar e precise de mais força, causando como resposta as vibrações e ruídos na região da garganta, ou seja, o ronco.

Quando passa a ser algo patológico?

Quando a pessoa está deitada de barriga para cima, é normal roncar, já que a língua tende a ficar em uma posição que pressiona a garganta e fecha a passagem de ar.

Quando os ruídos ficam mais intensos independentemente da posição em que se está deitado, passa a ser considerado algo patológico, pois outras diversas questões com a saúde da pessoa estão envolvidas, inclusive, ser sintoma de uma possível apneia do sono, em que a respiração para por alguns segundos.

O simples ato de roncar além de atrapalhar na qualidade do sono, ele também ocasiona problemas ao decorrer do dia, tais como:

  • Alteração de humor como a irritação
  • Cansaço
  • Sonolência
  • Dificuldade de raciocínio
  • Problemas pessoais de relacionamento com a outra pessoa também afetada pelo som

Quais são as causas?

Entre as mais comuns estão:

  • Envelhecimento
  • Medicamentos que possuem relaxantes muscular
  • Rinite e sinusite
  • Amídalas e adenoides grandes
  • Tumores
  • Desvio de septo
  • Tabagismo

Afinal, qual a relação com a alimentação?

A alimentação tem importante influência em diversos fatores de risco para o ronco, entre eles por exemplo, está o excesso de peso, isso porque a gordura em quantidade elevada no corpo pode ocasionar o estreitamento da garganta dificultando a passagem de ar.

Importante ressaltar que o excesso de peso é consequência não apenas de uma alimentação desequilibrada, mas também diversos outros motivos, como também um estilo de vida sedentário.

Outro fator que pode influenciar nos ruídos é o refluxo gastroesofágico, este que pode ser causado pelo grande volume de comida ingerida antes de dormir e pelo consumo de alimentos como chá (preto e mate), embutidos, vinagre, pizza, café, molho de tomate, chocolates, e bebidas com gás.

Outra questão é o consumo excessivo de álcool, já que ele possui propriedades responsáveis por relaxar a musculatura da garganta.

Mesmo quando o ronco não está presente, a comida não deixa de influenciar na qualidade do sono, isso porque alimentos açucarados e pães brancos, podem diminuir os níveis de serotonina, neurotransmissor importante para a regulação do sono.

Importante lembrar também da cafeína, que atua como um estimulante e seu consumo perto da hora de dormir não deve ser recomendado.

Existe um tratamento?

Sim, entretanto, ele é diferenciado para os diferentes níveis de ronco, sendo que pode ser tratado apenas pela exclusão do fator de risco como perda de peso, correção da posição ao dormir e tratamento da rinite alérgica.

Outros tratamentos para casos mais avançados também englobam Intervenção não cirúrgica e cirúrgica, além da utilização do CPAP, um aparelho que auxilia na respiração.

É de extrema importância procurar ajuda de um profissional para que ele sim avalie qual a (as) causa (s) do problema e o melhor método de tratamento para você!

Dicas para dormir melhor!

  • Consuma chá antes de se deitar (lembre-se de evitar os que são ricos em cafeína)
  • Consuma alimentos que estimulem a produção de melatonina no organismo, como banana, uva (com casca) abacaxi, laranja e nozes
  • Pratique exercícios durante o dia
  • Avalie se seu quarto está adequado, ou seja, sem barulhos, escuro e confortável
  • Tente sempre deitar-se no mesmo horário
  • Evite ter refeições muito pesadas e em grande volume antes de dormir para não correr riscos de refluxo
  • Leia um livro
  • Evite luzes de equipamentos eletrônicos ou lâmpadas brancas, elas podem prejudicar o sono
  • Deixe papel e caneta próximo a cama, para anotar possíveis tarefas/planos para o outro dia e tente não pensar no assunto

Crie seu próprio ritual relaxante antes de dormir!

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