Tipos de Mel: propriedades e benefícios

Tipos de Mel: propriedades e benefícios

O mel é produzido pelas abelhas a partir do néctar das flores. Esse é mastigado, misturado com as enzimas da saliva e depositado nas colmeias para alimentar as abelhas trabalhadoras. 

Esta substância viscosa possui propriedades antioxidantes, bactericidas, antibióticas, antivirais, anti-inflamatórias, uma vez que contém vários nutrientes diferentes, como os ácidos orgânicos fosfórico ou o cítrico, vitaminas B1, B2, B3, B5 e C, ácido fólico, aminoácidos essenciais. Também contém minerais como ferro, iodo, zinco, fósforo, cálcio, silício e outros. 

Quem confere seu sabor doce característico são os açúcares glicose e a frutose, que ocupam quase 80% de toda sua composição e assim, já começamos também a falar um pouco mais sobre suas propriedades, como um adoçante/açúcar natural, podendo ser usado no lugar dos açúcares tradicionais.

Mas o mel não é tudo igual e no Brasil existe uma infinidade de tipos com outros benefícios diferentes para a saúde. 

As características do mel mudam de acordo com a planta de onde o néctar é coletado, assim como localização geográfica, época do ano e até mesmo a espécie da abelha faz com que tenhamos vários tipos de méis disponíveis. 

Segundo Cristiano Menezes, pesquisador da Embrapa Amazônia Oriental e conselheiro da A.B.E.L.H.A. – Associação brasileira de estudo das abelhas – embora o número seja maior, são 12 os tipos de méis que mais se destacam por sua peculiaridade, mas alguns deles são raros e difíceis de encontrar no mercado convencional. 

Vamos conhecer um pouco mais sobre eles?

Tipos de Mel:

Quando vemos na embalagem do mel, a florada como silvestre ou não encontramos essa informação, subentende-se que seja silvestre e esse, na verdade, não tem uma florada definida, o néctar obtido pelas abelhas é de várias plantas diferentes. Confira alguns tipos de méis!

Mel de Laranjeira: 

Produzido na região Sudeste (Minas Gerais e São Paulo), esse mel tem uma coloração mais clara, aroma suave e o sabor com um leve toque cítrico

Pode ser usado como um aliado de quem tem dificuldades para dormir por ajudar a combater a insônia, além de também pode ajudar a melhorar o funcionamento do intestino.

Mel de Eucalipto: 

Produzido nas regiões Sul e Sudeste, apresenta uma coloração mais escura e tem um sabor bem forte e refrescante. 

O mel de eucalipto é muito usado para aliviar dor de garganta, sinusite e resfriados por conta de sua ação expectorante.

Mel jataí: 

Esse é produzido em todo o Brasil e tem cor clara e sabor levemente ácido. Ele é ótimo para amenizar os sintomas de gripes por ter ação descongestionante e também pode ajudar a aumentar a imunidade.

Mel de uruçu: 

Produzido principalmente na região Nordeste, esse mel tem um tom amarelado e sabor puxado para o própolis. 

Sua fabricação é feita por abelhas brasileiras sem ferrão – e o seu nome vem justamente daí, já que “uruçu”, do em tupi “eiru su”, significa “abelha grande”. Ele se destaca por suas funções medicinais e por ter bastante água.

Mel de caju: 

Esse mel é feito a partir do suco da fruta e pode concentrar seis vezes mais vitamina C que o próprio fruto.

Mel de cipó-uva: 

Esse tem coloração âmbar clara e o seu sabor adocicado. Muito usado na medicina popular, o mel de cipó-uva ajuda a aliviar cólicas intestinais.

Mel de assa-peixe: 

Possui aroma e sabor agradáveis e possui efeito calmante e expectorante.

Benefícios clássicos do mel:

  • Alívio da dor de garganta: o mel possui ação antimicrobiana, ou seja, é capaz de impedir o crescimento ou destruir micro-organismos e por isso, é interessante para aliviar a dor de garganta momentaneamente.
  • Efeito antibiótico: as características deste adoçante natural, como o baixo ph, proporcionam um ambiente ácido que pode inibir o desenvolvimento de muitos micro-organismos. A pouca quantidade de água promove condições desfavoráveis para o crescimento das bactérias e, além disso, o mel possui o ácido glucônico que contribui para a formação do peróxido de hidrogênio, um poderoso bactericida.
  • Bom para o intestino: o mel possui carboidratos não digeríveis e oligossacarídeos que são prebióticos, ou seja, contribuem para a manutenção da microbiota intestinal, melhorando o trânsito intestinal, a consistência normal das fezes e a prevenção da diarreia e constipação. Além disso, pesquisas mostraram que bactérias causadoras de algumas doenças são sensíveis a ação antibacteriana do mel. Entre esses microrganismos estão: Escherichia coli, causadora de diarreia e infecções urinárias e Salmonella species, que pode levar à diarreia.
  • Ação antioxidante: o mel é rico em compostos antioxidantes que ajudam  a diminuir a ação dos radicais livres e assim contribui para evitar o envelhecimento celular, proporcionando uma pele mais bonita e saudável e prevenindo doenças como o Alzheimer, cardiovasculares, entre outras. As substâncias presentes no alimento que proporcionam este benefício são: ácido glucônico, os ácidos fenólicos, os flavonoides, certas enzimas, como a glicose oxidase, catalase e peroxidase, ácido ascórbico, hidroximetilfurfuraldeído e carotenóides.

Dicas para um melhor aproveitamento do Mel:

  • Uma dica para escolher um mel é mexer o frasco de um lado para outro e observar a formação de uma bolha que deve “passar”  pelo frasco de forma bem lenta.
  • Nenhum tipo de mel deve ser aquecido, já que esse pode fazer com que parte dos seus nutrientes se percam.
  • Vale associar o mel com o própolis, substância complexa coletada e transformada por abelhas e que possui flavonoides, que também apresentam efeito bactericida, sendo também um coadjuvante no combate às doenças do trato respiratório.
  • Cuidados com a origem do mel! É importante ficar atento para a procedência do mel, optando sempre pelo produto que tem as informações do fabricante e o selo S.I.F (Serviço de Inspeção Federal) que pertence ao Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal que tem por objetivo normatizar e autorizar a produção e comercialização de todos os alimentos de origem animal no Brasil.
  • O mel não deve ser consumido por crianças menores de um ano. Isto porque o alimento pode ter Clostridium botulinum, bactéria causadora do botulismo.

 

Referências:

https://exame.com/casual/12-tipos-de-mel-que-talvez-voce-nao-conheca/

minhavida.com.br/alimentacao/tudo-sobre/17132-mel

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